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sábado, 30 de maio de 2026
Para você: seu amigo Cícera Lacerda Fonseca compartilhou o post de Brasil para todes
Seja Crente Na Promessa!
Quem decretou o teu fim?
Se Deus falou uma vez
Vai cumprir até o fim
Eu sei que a espera machuca
E a lágrima desce ao chão
Eu sei que a noite é longa
E aperta o coração
Mas Deus não perdeu o controle
Nem esqueceu de você
O que Ele escreveu no céu
Ninguém pode desfazer
Permaneça na promessa
E continue a crer
Seja crente na promessa
Mesmo sem compreender
O que Deus te garantiu
Ainda vai acontecer
Já se ouve o som de passos
O milagre vem aí
Seja crente!
Na promessa do Senhor!
O que Ele determinou
Não será interrompido
Quem prometeu é fiel
E jamais foi vencido!
À promessa continua viva
Porque Deus não desistiu!
Abraão olhou para o céu
Sem poder compreender
Mas a promessa impossível
Começou a florescer
José passou pela cova
E também pela prisão
Mas quem carrega promessa
Não morre na provação
O Deus que fez ontem
Faz hoje outra vez
Seja crente na promessa
Não abandone o altar
O relógio do céu já marca
O momento de chegar
O impossível está cedendo
Deus começou a trabalhar
Seja crente!
Na promessa do Senhor!
O que Ele determinou
Não será interrompido
Quem prometeu é fiel
E jamais foi vencido!
A promessa continua viva
Porque Deus não desistiu!
Ninguém cancela
O que Deus escreveu
Ninguém impede
O que do céu desceu
A porta vai abrir
O tempo vai chegar
A promessa está de pé
E vai se manifestar
Eu sou crente! na promessa do Senhor!
Vejo o céu se movimentando a meu favor
O que parecia distante já chegou
Porque quem prometeu jamais falhou!
A promessa permanece
Mesmo quando eu não vejo
O Deus que fez a aliança
É o mesmo Deus de hoje
Eu descansarei
Eu continuarei
Sendo crente na promessa
Até ela acontecer…
terça-feira, 26 de maio de 2026
A última palavra é de Deus!
domingo, 10 de maio de 2026
A Distância!
Às vezes, na medula atormentada
Do meu cérebro aflito e taciturno,
Interrogo o Mistério alto e soturno
Da existência fatal, desagregada...
Por que a família, em marcha desvairada,
Se espalha pelo espaço, em giro noturno?
Uns perto do meu sangue e do meu turno,
Outros longe, na ausência envenenada...
Tenho parentes mil, na pátria inteira,
Fragmentos de um plasma hereditário,
Errando pela estrada brasileira...
Uns vejo ao sol do afeto cotidiano,
Outros jamais tocaram meu calvário,
Nem viram meu esqueleto humano...
Duas tias possuo - e que tortura
Saber que habitam léguas de distância!
Na alma deixam úmida fragrância
Misturada ao ácido da amargura...
Uma em Manaus, sob a floresta escura,
Outra em Palmas, em erma constância;
Vivem nutrindo a antiga extravagância
De retornar à origem mais segura...
Digení, flor nervosa do Amazonas,
Direní, sombra triste do cerrado,
Ambas perguntam por minhas zonas...
E dizem: "Damaci é belo e generoso!"
Ah! Como o elogio, em plasma entranhado,
Faz meu ego vibrar, tumultuoso!
Mas há outra tia, figura singular,
Batizada nas pias por Maria,
Porém Diraci — na prática sombria -
É o nome que aprendi a pronunciar...
Toda vez que me encontra, em singular
Vocação para a crítica bravia,
Faz-me tossir na traqueia mais vazia,
Como um pulmão cansado de expirar...
Enquanto as outras julgam-me formoso,
Ela, cruel anatomista humana,
Acha-me um ser terrível e nervoso...
E eu, que em todos cultivo estima franca,
Guardo esse amor que a própria dor irmana
Na substância moral que em mim estanca...
Assim caminha a vida transitória:
Uns aqui, outros além da sepultura...
Tudo muda na orgânica estrutura
Da carne efêmera e da vã memória...
Porque o Tempo — esse verme da matéria -
Há de engolir, num ápice profundo,
Os laços, os afetos e este mundo,
Na química final da própria miséria...
